18.4.17

Bastidores do Bife



O efeito do estresse na qualidade também, além de desconhecido, é totalmente ignorado por vários setores responsáveis, desde o produtor até o frigorífico. Descuidos em todas as fases de produção resultam em  estresse para o animal e com isso a diminuição da maciez da carne.Segundo Grandim (1997) o medo é um fator altamente estressante e, em animais, o desconhecido, como sons, locais, visões, são fatores estressantes e indicam sinal de perigo quando os animais são confrontados com os mesmos. Segundo LeDoux (1994), o medo é uma emoção universal no reino animal que leva os animais a evitar os predadores. Com uma péssima nutrição, manejo incorreto, transporte massacrante e a espera até o sacrifício só pode resultar em péssima qualidade para o animal e para o consumidor.Por exemplo, o glicogênio muscular é o substrato principal responsável pela formação de ácido láctico na fase pós abate. Presente em níveis adequados é o indutor da queda de pH muscular e do desenvolvimento das características físicas e químicas responsáveis pela qualidade da carne, seguindo os padrões normais. Embora o nível de glicogênio varie de acordo com o músculo, a espécie, e o nível nutricional do animal, a maior ou menor quantidade do mesmo é devida principalmente ao nível de estresse pré-abate a que o animal foi submetido.O estresse advindo do transporte e manuseio podem ser vistos como causadores de mudanças significativas no balanço eletrolítico do organismo animal. Essas mudanças são particularmente notáveis nos íons principais incluindo o cloro, potássio, cálcio e magnésio. A aplicação de uma terapia eletrolítica via oral, especialmente em constituintes similares aqueles do fluído intersticial, melhora as características da carcaça (menos quebra) e redução da degradação da qualidade da carne (redução de carne escura), pela redução do estresse pré-abate (SCHAEFER et al., 1997).

Segundo DU et al. (1992), o status pré-abate está correlacionado com a capacidade de retenção de água, enzimas glicolíticas, pH e cor dos músculos. O fornecimento de soluções ácidas ou básicas (bicarbonto de sódio e cloreto de amônio) resultou em aumento da concentração de glicogênio, ATP e valores de pH, significando mudanças no metabolismo e pH muscular pós-morte.O uso de propionato de cálcio se deu por muitos anos como um tratamento preventivo do distúrbio da febre do leite (hipocalcemia) e para melhorar a saúde de vacas leiteiras. A partir de 1998, o propionato de cálcio tem sido utilizado como uma ferramenta para o amaciamento da carne de suínos e bovinos. DUCKETT et al. (1998) realizaram um trabalho fornecendo, por via oral, um gel de propionato de cálcio de 3 a 6 horas antes do abate e observaram que os animais que receberam o propionato de cálcio apresentaram um aumento na atividade de (- e m-calpaína, não apresentaram mudanças na atividade da calpastatina, aumento na concentração de cálcio no músculo Longissiumus dorsi , e bifes mais macios (pela aceleração da maturação pós-morte).


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Outro dado preocupante sobre carnes produzidas em péssimas condições, são os níveis de contaminação[principalmente, in Natura] Segundo um estudo do Instituto Adolfo Lutz SP que avaliou Presença de Salmonella SPP e Escherichia coli O157:H7 em Carnes Cruas, comercializadas em São Paulo, Brasil e Avaliação  de Resistência destas bactérias em Temperatura de Refrigeração e Congelamento. M.JAKABI, D.S.GELLI; C.A.RISTORI; A.M.R.DE PAULA; SAKUMA,G.I.S.LOPES; S.A.FERNANDES; R.B LUCHESI. Seção Microbiologia Alimentar IAL SP

“Salmonella é um dos microrganismos mais frequentemente envolvidos em surtos de doenças transmitidas pelos alimentos(DTA) em muitos países, inclusive no Brasil. E.coli O157:H7 é outro patógeno de interesse a saúde pública.O objetivo deste estudo foi verificar a incidência de Salmonella spp. e E.coli O157:H7 em carnes cruas comercializadas em São Paulo e avaliar a resistência destas bactérias em temperatura de refrigeração e congelamento.Foram analisadas um total de 256 amostras de carne crua. Dessas 9%(23 amostras) foram positivas para Salmonella, sendo isolados 7 sorotipos. A.S.Enteritidis foi o sorotipo mais isolado, sendo encontrado em 8 amostras(3 de frango, 3 de bovino, 3 de suíno e 1 de linguiça suína), seguido de S.Typhimurium e Salmonella 14,5,12:i, ambos isolados em 3 amostras. Todas as amostras foram negativas para E.coli O157:H7. Os testes de resistência as temperaturas de refrigeração e congelamento foram realizados com cepas de S.Enteritidis isolada em alimento envolvido em surto de DTA e de E.coli O157:H7(IAL 1848), obtida da Seção de Coleção Culturas do IAL SP. Os resultados demonstraram que a população de E.coli O157:H7 foi reduzida nas temperaturas de refrigeração e congelamento. Em ambos os casos, a população de E.coli O157:H7 foi reduzida em 4 e 6 ciclos log, após 120 horas e 90 dias., respectivamente. A concentração da população de S.Enteritidis submetida a temperatura de refrigeração não foi afetada, e sob congelamento teve uma redução de 2 ciclos log após 90 dias.”

 WSPA e Food Animal Initiative FAI fornecem exemplos práticos de como os métodos de criação, em países em desenvolvimento, podem melhorar o bem-estar animal.Nas fazendas-modelo, fazendeiros e governos têm a chance de aprender novas tecnologias solidárias com os animais.Fonte Abate Bovinos. A WSPA testou e provou que métodos de produção humanitários permitem que fazendeiros tenham lucro e desenvolvam seus métodos de produção tradicionais.O próximo passo será levar esses métodos aos governos e fazendeiros em todo o mundo.Conheça um pouco sobre este projeto em Model Farm. 

Técnica de confinamento no Brasil, não irá estacionar de um momento para outro. Mesmo que alguns fatores contribuam para a redução de animais em confinamento, o número ainda será insignificante a longo prazo.Pecuária brasileira depende de fatores climáticos[assim como agricultura] por exemplo, o volume de capim fica restrito ao pico de crescimento entre outubro e março. Em períodos de seca, outras medidas são acionadas – para que os animais continuem ganhando peso.Estudos mostram que em  pastagens nativas, dificilmente se conseguem boa produtividade e qualidade de carne, devido principalmente à deficiência de nutrientes, havendo necessidade da utilização de pastagens cultivadas, suplementação em pastejo e/ou confinamento para explorar o máximo potencial genético dos animais. Estudo Confinamento Bovino

Por exemplo, com a falta de governança, a criação de gado em unidades de conservação e terras indígenas é coisa comum na Amazônia. O setor da pecuária começou a se mexer e três dos maiores frigoríficos do Brasil se comprometeram a não comprar mais boi de fazendas que criam os animais dentro de áreas protegidas ou recém desmatadas.

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"Somatotropina recombinante bovina (rbST) é uma versão sintética da somatotropina, o hormônio do crescimento, que é usado em vacas para aumentar a produção de leite.Os resíduos deste aditivo no leite que consumimos já foram associados a infertilidade, fraqueza muscular e câncer de mama e próstata, além de mastite (inflamação das mamas) nas vacas.É proibido na União Europeia, Canadá, Japão e Oceania. Nos Estados Unidos, é legalizado, porém, sob a restrição de que apresente no rótulo “contém rbST”.

Dentro da problemática cadeia produtiva da carne o consumidor tem enorme responsabilidade. “A compra é um ato político poderoso”, diz o relatório Conexões Sustentáveis.  O ideal é o questionamento interno e por vezes externo - o que estou comprando? de onde vem? essa empresa faz reflorestamento? utiliza de práticas sustentáveis? qual o impacto social desta empresa?

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Segundo Leonardo Leite de Barros, presidente da ABPO (Associação Brasileira da Pecuária Orgânica), a quantidade de animais criados segundo os preceitos orgânicos (sem confinamento, com uso restrito de remédios, alimentação no pasto e abate humanizado) tem crescido. O empresário curitibano Cláudio Ushiwata é um desses consumidores mais atentos e só leva para casa carnes cuja procedência e produção ele considere adequadas.”Na minha casa temos o hábito de consumir carne orgânica. Não tenho dificuldade de encontrar, mas ela é restrita a poucos estabelecimentos e a poucos cortes.”

O engajamento do consumidor tem potencial de transformar a indústria, diz Luís Fernando Guedes Pinto, gerente de certificação agrícola do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola).”O consumidor não deve aceitar animais vivendo em condições ruins ou rebanhos vindos de áreas de desmatamento na Amazônia.”Nos últimos anos, as agências reguladoras também estão mais exigentes. A Europa passa, neste ano, a ter regras mais duras quanto às condições de criação, transporte e abate de animais. Quem quiser vender para o bloco –incluindo frigoríficos brasileiros– precisa se adequar.




11.4.17

A flor do desejo é do maracujá


Essa abordagem sobre a comida, nos últimos 150 anos resultou na maior idiossincrasia alimentar- a dieta americana. Cada vez mais, alimentos ‘aperfeiçoados'(aprovados) como gorduras artificiais, adoçantes artificiais, fibras artificiais, produtos de soja feitos com resíduos e sobras de produção..É uma loucura alimentar.Quando na verdade tudo é muito simples. Comer mais alimentos in natura, menos sal, menos açúcar, menos produtos prontos…E nosso texto de hoje é uma ode ao fruto que teve sua referência no Brasil em 1587 no Tratado Descritivo do Brasil como “erva que dá fruto”, sim, falarei sobre o Maracujá.

MARACUJÁ é uma denominação indígena, de origem Tupi, que significa “alimento em forma de cuia”.Porém, foi NIC. MONARDIS quem, em 1569, descreveu a primeira espécie do gênero Passiflora, a saber P. incarnata L., mas sob o nome de Granadilla. Essa planta, considerada extraordinária pela conformação de suas rubras flores, foi mandada de presente ao Papa Paulo V (1605-1621), que mandou cultivá-la com grande carinho em Roma e divulgar que ela representava uma revelação divina.Devido a beleza e a característica física de suas flores, a planta foi relacionada com a “Paixão de Cristo”. Desse detalhe surgiu o nome do seu gênero botânico, sendo passio o equivalente a paixão e flos oris o equivalente a flor.

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O maracujazeiro pertence à família Passifloraceae, ordem Violales, caracterizada pela presença de uma corona típica, formada por um a cinco verticilios concêntricos. Esta ordem possui 24 famílias. A família Passifloraceae está, atualmente dividida em duas tribos: Paropsieae e Passifloraceae.A tribo Paropsieae, possui seis gêneros, distribuídos na Europa, Ásia e África. A tribo Passifloraceae, possui quatorze gêneros, sendo encontrado cinco destes nas Américas. No Brasil encontram-se dois desses gêneros: Dilkea e Passiflora. O gênero Passiflora domina completamente esta família, com cerca de 400 espécies, das quais 150 são indígenas do Brasil.Das espécies brasileiras, acredita-se que mais de 60 produzem frutos que podem ser aproveitados direta ou indiretamente como alimentos. Apesar disso, poucas são cultivadas comercialmente, quase totalidade das culturas comerciais do mundo restrita ao maracujá-amarelo, Passiflora edulis f. flavicarpa Deg., importante devido a qualidade ao néctar. .

O maracujá doce, Passiflora alata Dryand., apresenta frutos obovóides ou periformes, com 8 a 10 cm de comprimento por 4 a 6 cm de largura, com coloração amarela na maturação e uma casca espessa protegendo a polpa comestível.


Maracujá na Indústria

 O maracujá-amarelo ou azedo é o mais conhecido. Esta é a espécie mais cultivada e comercializada no Brasil, tanto para a indústria quanto para consumo “in natura”, por ser mais vigorosa, mais adaptada aos dias quentes, apresentar frutos de maior tamanho, com peso entre 43 e 250g, maior produção por hectare, maior acidez total e maior rendimento de suco Seu cultivo é indicado para regiões tropicais e subtropicais. O suco produzido com a fruta representa pelo menos 90% do mercado consumidor.

 A produção possui, basicamente, dois destinos: a indústria, principalmente a extração de polpa e fabricação de suco, e o consumo ” in natura Cerca de 50% da produção nacional destina-se ao consumo ” in natura “, onde é valorizado a qualidade estética dos frutos
(tamanho, coloração da casca e ausência de defeitos).O maracujá é uma fruta perecível que deve ser comercializada antes que desidrate. A produção que se destina à industrialização tem uma menor exigência com a qualidade estética dos frutos. O Brix, o rendimento de suco e as perdas de linha ( frutos verdes e/ou deteriorados) são as principais características avaliadas. E o Brasil é o maior exportador de suco de maracujá do mundo. 

O maracujá pode também ser utilizado para produzir bebidas (vinho, licor e batidas), laticínios (sorvetes e iogurtes), geleias, doces cristalizados e também em confeitaria (bolos, mousses, doces, recheios, etc). E como não bastasse, ainda temos um componente milagroso em algumas frutas, principalmente, no maracujá. A substância péctica que é uma composição química de polissacarídeos. São combinações frágeis de ácido poligalacturônico com a arabinose ou galactose constituindo macromoléculas. Substâncias pécticas, sobretudo as protopectinas, encontram-se em diversos órgãos vegetais em todo o Reino Vegetal, porém, em particular nos frutos e na região inter-fibras sem associar-se a parede celular.

Pesquisadores da Unicamp comprovaram mais alguns benefícios entre eles sobre a casca: “Parte dela se aproveita para a produção de uma farinha que é recomendada para pessoas que têm nível elevado de glicose para reduzir, pelo menos, de 15% a 20% este teor”, garante Glaucia Pastori, pesquisadora da UNICAMP.O uso medicinal do maracujá, talvez uma das plantas medicinais mais conhecidas do Brasil, baseia-se nas propriedades calmantes (depressora do SNC) da Passiflorina (ou Maracujina), um sedativo natural encontrado nos frutos e folhas. A Farmacopéia Brasileira, em suas três edições, inclui entre as monografias a espécie Passiflora alata Ait., indicando as folhas como parte usada. Várias são as especialidades do comércio farmacêutico brasileiro que apresentam o extrato de Passiflora como um dos componentes. Além disso, o uso de infusos (chás) é amplamente difundido.Único alerta dos pesquisadores, apesar de não ter contra indicações, que  os exageros devem ser evitados. O poder sedativo do maracujá é real e pode baixar a pressão.

Geleias

Possuem basicamente em sua composição: suco ou polpa de frutas, onde encontram-se essências responsáveis pelo aroma e sabor do produto, e as substâncias pécticas, conferem estrutura/ aparência física ao produto; ácidos orgânicos, geralmente cítrico ou acético(muitas vezes presente no próprio fruto), que colaboram na estrutura do produto, temos água, e açúcar(sacarose) que adoça o produto e atua também na estrutura física.Se uma geleia for preparada sem adição de pectina comercial, devemos selecionar uma fruta que tenha alto teor dessa substância como:  Frutos com pectina adequada e pouco ácido temos: Banana Verde, Figo Verde, Melão Maduro, Marmelo Maduro e Cereja Doce.Frutos com Pouca pectina e ácido adequado : Damascos, Ruibarbo e Morangos.Pouca pectina e pouco ácido: Figos Maduros, Romãs, Pêssegos Maduros e Pêras Maduras.

Liberte-se e faça sua própria geleia.
GELEIA DE MARACUJÁ

Utensílios

Panela de pressão, panela média normal, colher de pau, colheres comuns(sopa), peneira, 3 vidros de 180g com tampa(opcional o fechamento hermético) e papel toalha.

Ingrediente Industrial

1 kg de açúcar mascavo ou orgânico ou comum

Ingrediente Botânico

1/2 de Maracujás

Opcional adicionar um pouco de gengibre ralado

Ingrediente Ambiental

1/3 xícara de água

Preparo

-Lavar e seccionar os frutos de maracujásSeparar o endocarpo(temos óleos essenciais, água , pigmentos e ácido cítrico) para fazer suco batendo com um pouco de água no liquidificador rapidamente e peneirando para retirar sementes(deixar de lado para uso posterior);Colocar o restante casca e mesocarpo( são obtidas substâncias pécticas,sendo a principal a protopectina ou pectose que é insolúvel em água) em panela de pressão, imerso em água, por 15 minutos depois que a panela começar a chiar;Separar o mesocarpo da casca com colher(cerca de 1 colher de sopa da parte branca e bata com 1/3 de xícara de água)  bater no liquidificador até, obter uma massa fina; *Observação científica: Ao misturarmos o endocarpo com o suco, temos a quebra da protopectina resultando em pectina(solução coloidal) que depois no fogo e com o açúcar teremos o processo de geleificação.Colocar na panela média (com um pouco de água se estiver muito pastoso) aquecer fogo médio – cerca de 20 minutos, retirando espuma com a colher e colocando gradualmente o açúcar até obtenção da consistência da geleia.

Fontes

Livros Botânica Econômica – Orlana A Fávero  e Sandra Pavan

7.4.17

Sobremesas carregadas de história desembarcam em São Paulo


Cartola do Bar Barnabé




 Ficou com saudade de comer Cartola ou Bolo de Rolo? Não é nenhuma surpresa que podemos relembrar, e até conhecer um pouco mais da nossa rica história gastronômica, pela culinária nordestina. Culinária que foi influenciada pelas condições geográficas e econômicas ao longo da história, assim como pela antiga mistura das culturas portuguesa, indígena e africana, iniciada ainda no século XVI. 
As comidas quase sempre têm como ingredientes produtos vegetais - muitas vezes cultivados pelos índios desde muito antes da colonização portuguesa -, carnes de gado bovino e caprino, peixes e frutos do mar, variando bastante de região para região, de acordo com suas características peculiares.

Pratos característicos da Região Nordeste incluem tapioca, o vatapá, moqueca, o baião de dois, acarajé,  mugunzá, caruru (iguaria de origem indígena adaptado pelos escravos nos engenhos e servido aos orixás) sarapatel, farofa, paçoca, canjica, pamonha, carne-de-sol,rapadura, buchada de bode, queijo coalho, maria-isabel carneiro cozido, galinha à cabidela e claro, deliciosas sobremesas como bolo de rolo, cartola e Bolo Souza Leão. E já é possível encontrar essas iguarias em São Paulo. 

Localizado na Zona Leste de São Paulo, o Barnabé Restaurante traz a inspiração da culinária sertaneja para seu cardápio. No menu, pratos típicos que imprimem diversidade e cultura de diversas regiões do nordeste brasileiro. 

Na casa é possível provar: Baião-de-Dois, Favada, Sarapatel, Feijão-de-Corda, Caldo de Mocotó, Escondidinho e outros pratos tradicionais. E no quesito sobremesas, se você assim como eu, tem saudades do doce Cartola que é considerado Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco, Barnabe será seu refúgio para matar saudades deste doce, que leva em sua receita: banana frita na manteiga de garrafa, queijo do sertão e farofinha de açúcar com canela.

Cartola - Restaurante Barnabé


Bolo Souza Leão do Colher de Pau é daqueles que te remetem para raízes de Pernambuco. O Bolo é feito com macaxeira ovos, leite de coco e lascas de coco queimado e pode ser apreciado em São Paulo, no Restaurante Colher Pau.

Dizem que o bolo foi inventado no Engenho São Bartolomeu, no município de Jaboatão dos Guararapes, por dona Rita de Cássia Souza Leão. Em um gesto de compromisso com a terra, ela decidiu trocar os ingredientes importados por nacionais, criando assim um legítimo bolo brasileiro que conquistou a aristocracia canavieira.

Outra versão é de o que o bolo foi criado no Engenho Moreno, na cidade de Moreno, também de propriedade da família Souza Leão, para receber o imperador Dom Pedro II no dia 18 de dezembro de 1849.

O Souza Leão é tão importante para a culinária pernambucana, que foi transformado por lei em patrimônio cultural e imaterial do estado.

 O rei, eu diria, o imperador dos bolos porque na verdade ele foi servido não para um rei, mas para um Imperador do Brasil e o Brasil não teve rei. Então é, foi o bolo da oligarquia, da aristocracia, da nobreza da terra, mas foi o bolo que ganhou a adesão da senzala, do povo, do popular”, ressaltou Paulo Maranhão do Instituto Arqueológico e Histórico de Pernambuco.

Há mais de uma década, o restaurante Colher de Pau é visita obrigatória em Fortaleza. Em 2004, a casa ampliou e ganhou uma filial em São Paulo, que repete o sucesso da original. E agora, nós apreciadores da culinária nordestina, podemos provar o Bolo Souza Leão em todo seu sabor.

Um bolo brasileiro com mais de 150 anos de história. 
Bolo Souza Leão - Restaurante Colher de Pau



Se todo paulistano de férias em Recife volta carregado de bolos de rolo, por que não abrir uma fábrica em São Paulo? Karla Moraes , Casa do Bolo
Karla e Oliveira Joaquim Cristovam viajaram até a capital paulista sondaram o mercado e registraram a marca Bolo de Rolo. Logo, alugaram uma casa e encomendaram as formas de um fornecedor pernambucano e trouxeram essa delícia para gente.



O bolo de rolo, é uma iguaria oriunda dos portugueses, foi introduzido no Brasil unicamente pelo Estado de Pernambuco. 
O verdadeiro bolo de rolo, muitas vezes comparados a outros tipos de "Bolos Enrolados" como Rocambole, bolo de goiaba, entre outros, tem uma receita e forma única de ser feito. Durante muitos anos esse bolo ficou restrito aos senhores de engenho, e posteriormente aos governadores de Pernambuco, se tornando popular posteriormente.



27.3.17

Conheça alguns locais deliciosos para comprar comidinha natural para seu cão ou gato

Créditos Otávia Melo

A alimentação natural tem sido alvo de estudos e pesquisas pelo mundo há mais de cinqüenta anos (Fromm Family Foods, 1949 – EUA). No Brasil ela apareceu há pouco menos de dez anos, enquanto que em países europeus e norte americanos já conquistou muitos adeptos. 

A comida que fazemos em casa para nosso consumo, por mais saudável que seja, é feita para humanos, contendo muitas vezes condimentos que podem ser tóxicos para pets, como a cebola, alho e sal (em quantidades excessivas).

Você sabia que os gatos são originários dos desertos e, fisiologicamente, quando se alimentam da forma correta, quase não bebem água? Sim, seus alimentos são constituídos dos líquidos necessários para existência. E que doenças hoje comuns em felinos, como cálculos e obstruções urinárias, são enfermidades atuais? Recentemente relacionadas com rações secas?

Dietas naturais consideram o estado de saúde, as doenças existentes, condição corporal, idade, predisposições a alterações e preferências dos animais. Dentre os benefícios, podemos citar: alta palatabilidade(gatos podem exigir uma adaptação mais longa); possibilidade de variação de cardápio e sabores e redução dos problemas de pele e de alergias, pelagem sadia e brilhante além de dentes limpos e hálito fresco.

Trabalha com divulgação de alimentação natural, possuem cursos, aulas e realizam consultas também. Divulgam dois tipos de alimentação natural: 



* Alimentação Natural Crua (AN Crua): dieta que respeita o carnivorismo estrito do seu bichano e o carnivorismo oportunista do seu cachorro. À base de ossos, carnes e vísceras cruas, com adição de vegetais e alimentos funcionais. 

* Alimentação Natural Cozida (AN Cozida): carnes, vísceras, ovos e vegetais cozidos, acrescidos de alimentos funcionais, compõem as deliciosas refeições.


Utiliza somente ingredientes frescos. Não usam legumes congelados, farinhas de carne ou carne mecanicamente separada, temperos desidratados, corantes, conservantes ou palatabilizantes.


Cozinham carnes, cereais, legumes e tubérculos em um forno combinado, que unem o cozimento em fogo baixo ao vapor. A temperatura máxima de cocção é 98 graus, assim conseguem uma perda mínima de nutrientes e sabor. Após feitas as misturas, comida é embalada a vácuo e congelada, de forma a não oxidar e não precisar de conservantes artificiais.

La Pet Cuisine, surgiu da união da Médica Veterinária Juliana Bechara Belo e da Chef de Cozinha Veri Noda que tinham um objetivo em comum, oferecer mais sabor e saúde aos cães e gatos através de uma alimentação natural completa e balanceada.Oferecem uma opção de alimentação natural, prática, sem aditivos ou conservantes, utilizando ingredientes frescos, nobres e com padrão de qualidade para consumo humano. 

Os pratos são enriquecidos com suplementos para composição final superpremium seguindo as recomendações da Association of American Feed Control Officials (AAFCO) e da The European Pet Food Industry Federation (FEDIAF). Os alimentos são cozidos e imediatamente congelados após o resfriamento. Os pratos gourmet para cães adultos são requintados, saborosos, balanceados e completos. Também produzem dietas personalizadas para pets com necessidades nutricionais especiais como: convalescença, alergias alimentares, cardiopatias, nefropatias, urolitíases, câncer, apetite caprichoso, diabetes, osteodistrofias, obesidade, entre outras. 

O sabor, a textura e o aroma facilitam a aceitação e a ingestão, aumentam a salivação que facilita a digestão e o trânsito gastrointestinal. Alimentos úmidos como os preparados pela La Pet Cuisine também aumentam a ingestão de água de forma involuntária. Uma alimentação completa e balanceada é a base para uma vida saudável e também auxilia no tratamento e recuperação de doenças.A La Pet Cuisine é uma empresa registrada que segue as normas necessárias para as boas práticas segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Os pratos são congelados, podendo ser descongelados em microondas ou banho-maria.
Acondicionados em freezer, tem validade de 6 meses e, após descongelados, podem permanecer no refrigerador por até 2 dias. 

Pet Nativa
Trabalham com sistema de assinaturas, onde o dono pode escolher o plano que agradará tanto o seu bolso quanto o paladar do seu pet. 


Mais ingredientes naturais, menos processamento.


Primam pela segurança alimentar e fazem porções personalizadas e com porcionamento para facilitar o seu dia a dia. Alimentação fresquinha, natural e funcional, trabalham com mais de 25 opções de receitas, inclusive para animais com restrição alimentar  e a entrega é rápida para felicidade do seu pet.




 
biz.